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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Davides, Golias, a APEL e Saramago

«Os editores, e seguramente os livreiros, estão preocupados com o futuro das livrarias, aliás é um movimento que tem surgido em todo o mundo, pois o papel da livraria é insubstituível».



Miguel Freitas da Costa, secretário-geral da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) no Congresso do Livro realizado nos dias 28 e 29 de Outubro de 2011 em Praia da Vitória, Açores



“A vida é uma luta de feras, a todas as horas em todos os lugares. É o «salve-se quem puder», e nada mais. O amor é o pregão dos fracos, o ódio é a arma dos fortes. Ódio aos rivais, aos concorrentes, aos candidatos ao mesmo bocado de pão ou de terra, ou ao mesmo poço de petróleo. O amor só serve para chacota ou para dar oportunidade aos fortes de se deliciarem com as fraquezas dos fracos. A existência dos fracos é vantajosa como recreio, serve de válvula de escape”.



José Saramago, Claraboia (págs. 390/1)



[destaque nosso]



Tal como no ramo das livrarias, também no das editoras há Davides e Golias...



JG



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terça-feira, 1 de novembro de 2011

MORTE ÀS LIVRARIAS, JÁ!

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MORTE ÀS LIVRARIAS! JÁ!
(notas soltas)



- Sabem que há professores que recomendam aos bibliotecários de escola que "comprem livros na FNAC e não nas livrarias"?



- Sabem que há professores que escrevem num papelinho onde os alunos devem ir comprar os livros?


- Sabem que há professores que dizem explicitamente para a escola comprar livros directamente às editoras "para os alunos não irem comprar às livrarias"?


- Sabem que há editoras que alimentam isto?


- Sabem que a generalidade dos livreiros não conhece os professores porque estes nuncam "metem o cú" numa livraria?


- Mas sabem que são esses "professores" que "educam" os nossos filhos, não sabem?


- Sabem que há editoras e grupos editoriais que nos roubam os clientes (escolas, bibliotecas) a 500 metros da livraria?


- Sabem que, para esses agentes económicos, as escolas e bibliotecas são clientes como as livrarias?


- Sabem que, em tempos, houve uma Lei do Preço Fixo do Livro que, embora não fosse revogada, foi covardemente lançada ao abandono e escondida pelas autoridades a quem pagamos ordenado para nos defender?


Esta vida de livreiro
Está a dar cabo de mim...
rastapartarastapartaastaparta


NOTA FINAL E IMPORTANTE:



Felizmente há professores inteligentes, e acredito que serão a maioria, que entendem que, quando dizemos que "há professores" não nos referimos à generalidade.



Sines, 27 de Outubro de 2011


Joaquim Gonçalves